Essa foto no meu facebook, provocou várias reações. Desde gente me mandando mensagem privada dizendo que eu estou louca, até pessoas me dando o maior apoio. Vou contar para vocês o que aconteceu:
A Duda já está dormindo entre uma mamada e outra , em torno de 4 1/2h. No dia anterior fiz as contas, me planejei, deixei meu Garmin carregando, roupa de corrida a postos, para poder dar um trotinho de 45 minutos narua entre uma mamada e outra, antes do fabio ir pro trabalho, pra que ele pudesse ficar com a Duda.
Bom, mas quem é mãe sabe, que querer é uma coisa, mas daí a vcoê fazer, são outros quinhentos. Mas coitada, dessa vez a culpa nem foi dela. Acordei a pituca às 5 para dar o "mama",ela terminou às 5:40, troquei a fralda, 6:00. Ela deu uma resmungada, um gritinho, outro, outro e percebi que ainda estava com fome. Ok. "Marmita" prafora, sentei na cadeira e pus ela no peito de novo. Ela mamou, mamou, como se não houvesse amanhã e acabou às 6:30. A estas alturas, o Fabio já estava se arrumando para sair com o cachorro, e eu não podia deixar a Duda... minha mãe est;a aqui, mas precisamos criar uma rotina sem depender dela, por que imaginem quando ela for embora?!
Ele foi passear com o Nick, tirei a roupa de corrida (já estava toda paramentada),sentei na cama e abri o bocão a chorar. Chorei até o Fabio voltar. Quando ele chegou, com a sua calma e racionalidade de sempre - rsrsrsrs- me propôs que às terças e quintas, pra eu poder correr, ele levanta mais cedo para passear com o cão. Continuei chorando,porque, afinal, aquele dia em si, estaria perdido. E não tem nada mais frustrante do que você achar que vai dar uma corridinha, e nõ poder ir.
Ás 8 dei o "mama" de novo e segui um conselho da @juqcorre :conversei com a duda e pedi a ela só 1 horinha do dia dela. Conversei bastante enquanta amamentava, terminei, montei o carrinho e lá fomos nós para a academia do prédio. Coloquei o carrinho dela do ladinho da esteira, ipod no ouvido e... run!!!
Acreditem vocês ou não, ela ficou exatos 60 minutos quietinha, dormindo. O Zelador furou dois buracos na parede, maior barulheira e ela nem aí!
Corri, liberei minha endorfina necessária para a manutenção do meu bom humor e passei um dia maravilhoso com ela!
Obrigada minha princesa!!!!
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
ROTINA...O POST DO DESABAFO...
Há dez dias mais ou menos, li no blog da querida Yara Achôa um post muito bem colocado e escrito sobre como a mudança da rotina a que estamos acostumados afeta nossas vidas.
Antes da Duda nascer, minha rotina era de uma pessoa casada, porém,cujo marido compartilha dos mesmos interesses: academia, corrida, malhamos com o mesmo personal, baladas. Todo mundo me dizia qe com a chegada da Duda as coisas iam ficar muito diferentes. Vou confessar a vocês que, durante alguns meses da gravidez, chegamos a ensaiar fazer uma planilha de quem ia fazer o que e em que dia, pra que tudo se encaixasse perfeitamente. Tanto nos horários de treinos, que no começo não poderíamos fazer mais juntos, como nos de trabalho, visto que trabalho muito longe de casa e dois dias na semana atendo até mais tarde, chegando em casa quase sempre depois das 21h. A academia que malhamos, tem um espaço kids, que carinhosamente chamamos de "chiqueirinho", onde as crianças podem ficar a partir dos 3 meses, por um periodo de até duas horas por dia.
Tudo meio que combinado e a Duda nasceu. Obviamente eu sabia que a rotina ia mudar, mas confesso que acho que não estava muito preparada para isso. Eu sou LITERALMENTE movida a endorfina. Sou extremamente agitada, ansiosa, e descarrego tudo isso nos esportes. Pelo fato de ter feito cesárea, sabia que teria que cumprir a quarentena, mas tinha uma certeza absoluta que depois disso, poderia tentar voltar a uma rotina de esportes que me ajudasse a não "surtar".
Mas aí vem o primeiro ponto: mamadas. São a cada 3 horas. Cada uma dura de 35 a 40 minutos. Depois você troca a fralda, põe numa cadeirinha,mas nem sempre, sua filha vai querer dormir.Rs. Ela já está numa fase que quer "conversar", quer atenção, se irrita se você a deixa sozinha. Ou seja, demanda um tempo muito maior que os 60 minutos que você contou no relógio, e, definitivamente, você não vai conseguir sair pra dar uma caminhadinha ou uma corridinha.
Um dia você vai, no outro não. Num dia ela chora, no outro também. Segunda coisa: enquanto isso, a rotina das pessoas à sua volta não muda. Por mais que o marido seja companheiro, como o meu , é a sua rotina, mãe, que vai virar de pernas pro ar. É a falta de tempo pra caminhar, pra fazer a unha, pra ir a um médico, às vezes até para tomar banho que é afetada. São as pequenas coisas que você estava acostumada a fazer, naquele dia,naquele horário, e que, de repente, não há mais espaço para elas.
Sei que é uma fase, que vai passar, como todo mundo que tem filho me diz. mas, para alguém que estava acostumada com a vida tão regradinha como a minha, não tem sido fácil.
E pra você que ainda não foi mãe, como diz uma amiga minha: "Não se iluda. Isso vai acontecer com você também.". Você vai se irritar, vai chorar, vai se sentir exausta, vai ter a sensação de que as coisas não vão melhorar, mas vão.
Olhando para 1 mês atrás, que foi quando a Duda nasceu, ela não dormia mais de 3 horas seguidas. Hoje, ela já dorme 4h, as vezes 4 1/2h. Hoje, as mamadas já são num tempo menor, o que me dá uns 20 minutinhos a mais de sono a noite. Hoje, ela tem as cólicas. mas graças a Deus, tem sido durante o dia. Claro, demanda uma atenção maior, não posso dormir quando ela dorme (porque ela não dorme rs) , mas também sei que,com 3 meses, tudo isso vai melhorar.
Enfim, diante de tudo isso, faço das palavras da Yara no post dela, as minhas: "...vejo como é muito fácil deixar a rotina engolir a vida.". O negócio é saber que isso é uma fase, e que, daqui a pouco, poderei fazer minha planilha de "revezamento" com o Fabio para voltar a treinar, ir a manicure, fazer as coisas triviais.
Ser mãe é uma doação em todos os sentidos. É maravilhoso. E quando choro, me irrito, olho pro rostinho da minha filha e sinto que tenho que aproveitar cada minutinho deste "cansaço", porque vou ter saudades das caretinhas que ela faz, dos biquinhos na hora de mamar... Optamos por não ter babá justamente porque eu queria aproveitar cada segundo ao lado dela, mesmo sabendo que esta poderia ser uma tarefa mais que desgastante. Hoje, sei reconhecer cada choro, cada careta, cada "espremida", cada gritinho que ela dá. E, sinceramente, isso não tem preço.
Antes da Duda nascer, minha rotina era de uma pessoa casada, porém,cujo marido compartilha dos mesmos interesses: academia, corrida, malhamos com o mesmo personal, baladas. Todo mundo me dizia qe com a chegada da Duda as coisas iam ficar muito diferentes. Vou confessar a vocês que, durante alguns meses da gravidez, chegamos a ensaiar fazer uma planilha de quem ia fazer o que e em que dia, pra que tudo se encaixasse perfeitamente. Tanto nos horários de treinos, que no começo não poderíamos fazer mais juntos, como nos de trabalho, visto que trabalho muito longe de casa e dois dias na semana atendo até mais tarde, chegando em casa quase sempre depois das 21h. A academia que malhamos, tem um espaço kids, que carinhosamente chamamos de "chiqueirinho", onde as crianças podem ficar a partir dos 3 meses, por um periodo de até duas horas por dia.
Tudo meio que combinado e a Duda nasceu. Obviamente eu sabia que a rotina ia mudar, mas confesso que acho que não estava muito preparada para isso. Eu sou LITERALMENTE movida a endorfina. Sou extremamente agitada, ansiosa, e descarrego tudo isso nos esportes. Pelo fato de ter feito cesárea, sabia que teria que cumprir a quarentena, mas tinha uma certeza absoluta que depois disso, poderia tentar voltar a uma rotina de esportes que me ajudasse a não "surtar".
Mas aí vem o primeiro ponto: mamadas. São a cada 3 horas. Cada uma dura de 35 a 40 minutos. Depois você troca a fralda, põe numa cadeirinha,mas nem sempre, sua filha vai querer dormir.Rs. Ela já está numa fase que quer "conversar", quer atenção, se irrita se você a deixa sozinha. Ou seja, demanda um tempo muito maior que os 60 minutos que você contou no relógio, e, definitivamente, você não vai conseguir sair pra dar uma caminhadinha ou uma corridinha.
Um dia você vai, no outro não. Num dia ela chora, no outro também. Segunda coisa: enquanto isso, a rotina das pessoas à sua volta não muda. Por mais que o marido seja companheiro, como o meu , é a sua rotina, mãe, que vai virar de pernas pro ar. É a falta de tempo pra caminhar, pra fazer a unha, pra ir a um médico, às vezes até para tomar banho que é afetada. São as pequenas coisas que você estava acostumada a fazer, naquele dia,naquele horário, e que, de repente, não há mais espaço para elas.
Sei que é uma fase, que vai passar, como todo mundo que tem filho me diz. mas, para alguém que estava acostumada com a vida tão regradinha como a minha, não tem sido fácil.
E pra você que ainda não foi mãe, como diz uma amiga minha: "Não se iluda. Isso vai acontecer com você também.". Você vai se irritar, vai chorar, vai se sentir exausta, vai ter a sensação de que as coisas não vão melhorar, mas vão.
Olhando para 1 mês atrás, que foi quando a Duda nasceu, ela não dormia mais de 3 horas seguidas. Hoje, ela já dorme 4h, as vezes 4 1/2h. Hoje, as mamadas já são num tempo menor, o que me dá uns 20 minutinhos a mais de sono a noite. Hoje, ela tem as cólicas. mas graças a Deus, tem sido durante o dia. Claro, demanda uma atenção maior, não posso dormir quando ela dorme (porque ela não dorme rs) , mas também sei que,com 3 meses, tudo isso vai melhorar.
Enfim, diante de tudo isso, faço das palavras da Yara no post dela, as minhas: "...vejo como é muito fácil deixar a rotina engolir a vida.". O negócio é saber que isso é uma fase, e que, daqui a pouco, poderei fazer minha planilha de "revezamento" com o Fabio para voltar a treinar, ir a manicure, fazer as coisas triviais.
Ser mãe é uma doação em todos os sentidos. É maravilhoso. E quando choro, me irrito, olho pro rostinho da minha filha e sinto que tenho que aproveitar cada minutinho deste "cansaço", porque vou ter saudades das caretinhas que ela faz, dos biquinhos na hora de mamar... Optamos por não ter babá justamente porque eu queria aproveitar cada segundo ao lado dela, mesmo sabendo que esta poderia ser uma tarefa mais que desgastante. Hoje, sei reconhecer cada choro, cada careta, cada "espremida", cada gritinho que ela dá. E, sinceramente, isso não tem preço.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
AMAMENTANDO....
-TRIMMMM! TRIMMM!!! TRIMMM!!!!
O telefone toca insistentemente. Eu abro os olhos, tudo escuro. “Onde é que eu estou?”, penso eu.
-TRIMMMM! TRIMMM!! TRIMMMM!!
Estico o braço em direção ao som.. “Alô?” , “Sra. Deborah? A Sra. pode vir ao berçário amamentar?”. Cinco segundos de silêncio. “Amamentar?!.. Ah é! A Duda nasceu!”
Assim foi a primeira noite em que a Duda ficou no berçário tomando banho de luz por causa da icterícia. Como eles ficam direto na luz, nós é que temos que ir até lá para amamentá-los.
Lembro que à tarde, quando estavam dando complemento ainda, meu G.O. disse que era para eu aproveitar ao máximo todas as orientações sobre amamentação das enfermeiras do Einstein, porque elas são as melhores nisso.
Pensei com meus botões: “Ok, mas amamentar não é só ter o peito, o leite e o nenê?”. A resposta veio após o toque do telefone.
No corredor, uns calafrios. Começa uma tremedeira. Eu pensei: “Eita, que ar gelado!” E a tremedeira só aumentava. Cheguei no berçário parecendo um João Bobo de tanto que tremia. Comentei com a enfermeira, e ela disse: “Ah! Já é a pojadura!”. Cara de interrogação. “Pojadura?”. Me perguntei algumas vezes se deveria ter me informado mais durante a gravidez! Rs Ela me explicou: “É quando o leite começa a descer!”. Então tá!
Elas já estavam com a Duda no colo, me puseram numa cadeira de amamentar e disseram:”Vamos lá Sra. Deborah. Deixe-me ver o bico do seu peito.”.
E então começou a sessão tortura. Puxa daqui, puxa dali.. “A Sra tem prótese?”, “Tenho”, respondi. Aí mesmo é que ela puxava pra frente, pro lado, pro outro, dava uma risadinha e dizia: “Temos que fazer o bico pra ela ter a ‘pega’ correta”.
Àquelas alturas, eu já não estava entendendo mais nada, porque achei que amamentar fosse a coisa mais simples do mundo. Foi então que comecei a me lembrar das minhas amigas me contando sobre rachaduras no bico dos seios, sangue, que era dolorido, que muitas mulheres desistiam de amamentar porque não era das tarefas mais fáceis e prazerosas.
Então, ela começa a me dar uma aula sobre como pegar a criança: pegada invertida, de cavalinho, deitada, a comum.. aff! Deu nó na cabeça... E pior..com todo aquele sono, cicatriz da cesárea doendo,ter a coordenação motora pra por a Duda no peito, colocar a boquinha dela no lugar certo,esperar a tal pegada...
Quando a enfermeira conseguiu fazer o “tal”bico e a Duda pegou... MEU DEUS! QUE DOR!!!! Achei que fosse ter um treco! Perguntei para a enfermeira se era aquilo mesmo, se aquela pega estava correta, porque estava doendo muito. Ela deu uma risadinha e disse: “A pega da sua filha está ótima! Seja forte, porque neste primeiro mês, cada mamada vai durar uns quarenta minutos e provavelmente, seu bico vai rachar, vai sangrar, mas tenha em mente que vai valer a pena”
E assim se passaram quarenta e cinco minutos. A cena é linda. Ver sua filha tão conectada a você, tão dependente, como se vocês fossem uma só é a coisa mais divina do mundo. Mas a dor é tremenda. Agora posso PENSAR em entender algumas mães que dizem não ter conseguido amamentar. Mesmo assim, vale o sacrifício. Todo o benefício que o leite materno traz para a criança, a imunidade, a saúde, não teria dor que me fizesse desistir disso.
Graças a Deus, tínhamos comprado um creminho bem milagroso nos EUA chamado LANSINOH. Foi a minha salvação, junto com a concha. Porque sim, o bico racha, sangra, faz uma crosta e quando está cicatrizando, lá vem sua rebenta com a ‘pega’, e tira toda a casquinha! Engraçado que esse tipo de coisa, ninguém conta! Só uma ,apenas uma amiga minha, durante a gravidez, ia me dizendo: “Olha, vou te contar algumas coisas que nenhuma mulher conta pra outra durante e pós gravidez!” Por isso, eu já estava semi preparada psicologicamente para algumas situações.
Hoje, um mês depois, amamentar é um prazer. Ela já tem uma velocidade de sucção muito maior, a mamada passou de quarenta e cinco minutos para trinta e cinco, às vezes trinta minutos. É muito bom você ver sua filha se satisfazer com o alimento que você dá para ela, que vem de você única e exclusivamente!
O telefone toca insistentemente. Eu abro os olhos, tudo escuro. “Onde é que eu estou?”, penso eu.
-TRIMMMM! TRIMMM!! TRIMMMM!!
Estico o braço em direção ao som.. “Alô?” , “Sra. Deborah? A Sra. pode vir ao berçário amamentar?”. Cinco segundos de silêncio. “Amamentar?!.. Ah é! A Duda nasceu!”
Assim foi a primeira noite em que a Duda ficou no berçário tomando banho de luz por causa da icterícia. Como eles ficam direto na luz, nós é que temos que ir até lá para amamentá-los.
Lembro que à tarde, quando estavam dando complemento ainda, meu G.O. disse que era para eu aproveitar ao máximo todas as orientações sobre amamentação das enfermeiras do Einstein, porque elas são as melhores nisso.
Pensei com meus botões: “Ok, mas amamentar não é só ter o peito, o leite e o nenê?”. A resposta veio após o toque do telefone.
No corredor, uns calafrios. Começa uma tremedeira. Eu pensei: “Eita, que ar gelado!” E a tremedeira só aumentava. Cheguei no berçário parecendo um João Bobo de tanto que tremia. Comentei com a enfermeira, e ela disse: “Ah! Já é a pojadura!”. Cara de interrogação. “Pojadura?”. Me perguntei algumas vezes se deveria ter me informado mais durante a gravidez! Rs Ela me explicou: “É quando o leite começa a descer!”. Então tá!
Elas já estavam com a Duda no colo, me puseram numa cadeira de amamentar e disseram:”Vamos lá Sra. Deborah. Deixe-me ver o bico do seu peito.”.
E então começou a sessão tortura. Puxa daqui, puxa dali.. “A Sra tem prótese?”, “Tenho”, respondi. Aí mesmo é que ela puxava pra frente, pro lado, pro outro, dava uma risadinha e dizia: “Temos que fazer o bico pra ela ter a ‘pega’ correta”.
Àquelas alturas, eu já não estava entendendo mais nada, porque achei que amamentar fosse a coisa mais simples do mundo. Foi então que comecei a me lembrar das minhas amigas me contando sobre rachaduras no bico dos seios, sangue, que era dolorido, que muitas mulheres desistiam de amamentar porque não era das tarefas mais fáceis e prazerosas.
Então, ela começa a me dar uma aula sobre como pegar a criança: pegada invertida, de cavalinho, deitada, a comum.. aff! Deu nó na cabeça... E pior..com todo aquele sono, cicatriz da cesárea doendo,ter a coordenação motora pra por a Duda no peito, colocar a boquinha dela no lugar certo,esperar a tal pegada...
Quando a enfermeira conseguiu fazer o “tal”bico e a Duda pegou... MEU DEUS! QUE DOR!!!! Achei que fosse ter um treco! Perguntei para a enfermeira se era aquilo mesmo, se aquela pega estava correta, porque estava doendo muito. Ela deu uma risadinha e disse: “A pega da sua filha está ótima! Seja forte, porque neste primeiro mês, cada mamada vai durar uns quarenta minutos e provavelmente, seu bico vai rachar, vai sangrar, mas tenha em mente que vai valer a pena”
E assim se passaram quarenta e cinco minutos. A cena é linda. Ver sua filha tão conectada a você, tão dependente, como se vocês fossem uma só é a coisa mais divina do mundo. Mas a dor é tremenda. Agora posso PENSAR em entender algumas mães que dizem não ter conseguido amamentar. Mesmo assim, vale o sacrifício. Todo o benefício que o leite materno traz para a criança, a imunidade, a saúde, não teria dor que me fizesse desistir disso.
Graças a Deus, tínhamos comprado um creminho bem milagroso nos EUA chamado LANSINOH. Foi a minha salvação, junto com a concha. Porque sim, o bico racha, sangra, faz uma crosta e quando está cicatrizando, lá vem sua rebenta com a ‘pega’, e tira toda a casquinha! Engraçado que esse tipo de coisa, ninguém conta! Só uma ,apenas uma amiga minha, durante a gravidez, ia me dizendo: “Olha, vou te contar algumas coisas que nenhuma mulher conta pra outra durante e pós gravidez!” Por isso, eu já estava semi preparada psicologicamente para algumas situações.
Hoje, um mês depois, amamentar é um prazer. Ela já tem uma velocidade de sucção muito maior, a mamada passou de quarenta e cinco minutos para trinta e cinco, às vezes trinta minutos. É muito bom você ver sua filha se satisfazer com o alimento que você dá para ela, que vem de você única e exclusivamente!
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
RESUMO DOS PRIMEIROS 12 DIAS DE VIDA DA DUDA...
Gente, é uma coisa de outro mundo!
Cada dia é uma surpresa, uma nova "aventura".
Os primeiros dias da Duda, que foram no hospital, foram relativamente tranquilos. Apesar dela ter nascido prematura, só ficou a noite do nasccimento na UTI Neonatal e no outro dia já estava no quarto. Nossas famílias só chegaram na terça, então, de domingo a terça de manhã, foi uma correria, porque o fabio, alem de ficar com a gente no hospital, tinha que vir pra casa pra passear com o cachorro e ajeitar tudo por aqui.
O domingo lá no hospital foi super movimentado, recebemos varias visitas, e, como estava com medicação intra-venosa, estava ótima,sem sentir dor da cesárea.
A primeira mamada dela, infelizmente foi na mamadeira, com NAN, pois ela estava na UTI. Logo que foi pro quarto, as enfermeiras já colocaram ela no peito, mas, como ela era muito pequena, estava com dificuldades de sucção direto no bico. Engraçado, que, na minha cabeça, para amamentar, bastava ter o peito, o leite e o nenên.kkkkkkkkkkkkkkk. Mas não é bem assim.Rs.
Me deram a opção de um bico de silicone, pelo menos até ela se acostumar, e daí a idéia era tirar aos poucos. Eu, como dentista, fiquei super receosa de usar o bico de silicone, mas, como ela tinha que mamar por causa do peso, deixei os "idealismos odontológicos" de lado e o bico virou parte de mim. Rs.
A primeira noite com a gente foi tranquila, ela dormiu no berçário e as enfermeiras a traziam a cada 3 horas para mamar. Ela não chorava, só mamava e dormia. A tarde, o medico veio conversar conosco, que ela teria que ficar no banho de luz, pois estava com icterícia. Claro que abri o bocão a chorar,mas ele explicou que crianças prematuras normalmente tem que passar por isso.
Ela ficou somente 15 horas no banho de luz, e, nestas horas eu tinha que ir ate o berçário para amamentar.
Essa rotina, com várias pessoas fazendo tudo pra mim, já estava cansativa, fiquei pensando quando ela viesse pra casa.
Tivemos aula do banho, da mamada, enfim, de tudo que pais de primeira viagem precisariam saber. marcamos o pediatra, e, na quarta feira viemos pra casa.
A rotina em casa, é bem diferente. Mas bem diferente MESMO. Tudo aquilo que eles te ensinam, que você lê durante a gravidez, os seus idealismos, vão por água abaixo.
É um período de adaptação difícil, porque você não conhece ainda seu bebê, não sabe porque ele chora, como é o choro de cada coisa, o que ele está querendo... Fora, o cansaço de uma mudança de rotina abrupta, do dia pra noite, que você sai de noites bem dormidas, para noites picadas de 3 em 3 horas ( quando dá sorte do nenên ter essa regularidade) ou até mesmo noites inteiras sem dormir.
Eu tenho a sorte grande, mas grande mesmo, do Fabio ser um parceiraço. Está sendo um marido e pai que, juro, nem nos meus sonhos, esperava que ele fosse. Ele faz questão de dar o banho, me ajuda nas fraldas, nos arrotos,e, mesmo já tendo voltado ao trabalho, acorda de madrugada pra ver se está tudo bem e me ajuda quando eu peço. Enfim, graças a Deus, tenho o sentimento de que não estou sozinha nessa. Além dele, minha mãe está aqui. E nada melhor do que o apoio delas, pra gente se sentir um pouco menos perdida nessa "aventura" que é ter um filho.
Esses dois últimos dias foram os mais difíceis. Ficamos perdidos no choro, na hora das mamadas, cada um fala uma coisa, tínhamos nossos principios de "disciplina" antes dela nascer que gostariamos de aplicar, mas percebemos que, pelo menos neste inicio, a coisa caminha meio na tentativa e erro.
Ontem, depois de 2 dias sem dormir, na mamada da madrugada, estava extremamente irritada, chorei, mas depois do "desabafo" eu pedi desculpas a ela. Sei que não é culpa dela, afinal, ela só tem 12 dias e ainda era pra estar dentro da minha barriga. É que a exaustão realmente tomou conta, e parecia que eu já estava com ela há mais de 1 mês em casa.
Aos poucos, vamos nos adaptando à nova rotina. Ela é uma linda, graças a Deus não teve cólicas, e já sabemos que ela só chora de fome ou quando faz cocô.Rs.
Uma coisa que estou tentando fazer, é, no meio dessa confusão toda, ter o tempo para nós dois: eu e o Fabio. nem que seja o passeio de 15 minutos com o cachorro entre uma mamada e outra, ou acordar junto com ele e tomarmos café juntos, porque, essses dias, tanto eu quanto ele, quando batemos na cama, é um sono só. Não pode deixar o casamento de lado. Sabemos que é uma fase, que estamos juntos nessa, mas temos que preservar nossos momentos sozinhos, por menores que eles tenham se tornado agora, para falar de outras coisas, que não fralda, "mama" e cocô.
O negócio mesmo é que, não vão existir só noites boas e temos que aprender a nos adaptar a isso. Não adianta criar expectativas em cima de uma pessoinha de dias, que nem sabe direito o que está fazendo aqui. Não significa viver em função dela, temos sim que criar hábitos , estabelecer um padrão, bebês precisam da rotina, mas tem que ser com calma. Não é do dia pra noite que ela vai aprender. Nem nós. É um aprendizado contínuo e bilateral. Tenho certeza que ela vai aprender muito com a gente, mas nós, já estamos aprendendo demais com ela.
Cada dia é uma surpresa, uma nova "aventura".
Os primeiros dias da Duda, que foram no hospital, foram relativamente tranquilos. Apesar dela ter nascido prematura, só ficou a noite do nasccimento na UTI Neonatal e no outro dia já estava no quarto. Nossas famílias só chegaram na terça, então, de domingo a terça de manhã, foi uma correria, porque o fabio, alem de ficar com a gente no hospital, tinha que vir pra casa pra passear com o cachorro e ajeitar tudo por aqui.
O domingo lá no hospital foi super movimentado, recebemos varias visitas, e, como estava com medicação intra-venosa, estava ótima,sem sentir dor da cesárea.
A primeira mamada dela, infelizmente foi na mamadeira, com NAN, pois ela estava na UTI. Logo que foi pro quarto, as enfermeiras já colocaram ela no peito, mas, como ela era muito pequena, estava com dificuldades de sucção direto no bico. Engraçado, que, na minha cabeça, para amamentar, bastava ter o peito, o leite e o nenên.kkkkkkkkkkkkkkk. Mas não é bem assim.Rs.
Me deram a opção de um bico de silicone, pelo menos até ela se acostumar, e daí a idéia era tirar aos poucos. Eu, como dentista, fiquei super receosa de usar o bico de silicone, mas, como ela tinha que mamar por causa do peso, deixei os "idealismos odontológicos" de lado e o bico virou parte de mim. Rs.
A primeira noite com a gente foi tranquila, ela dormiu no berçário e as enfermeiras a traziam a cada 3 horas para mamar. Ela não chorava, só mamava e dormia. A tarde, o medico veio conversar conosco, que ela teria que ficar no banho de luz, pois estava com icterícia. Claro que abri o bocão a chorar,mas ele explicou que crianças prematuras normalmente tem que passar por isso.
Ela ficou somente 15 horas no banho de luz, e, nestas horas eu tinha que ir ate o berçário para amamentar.
Essa rotina, com várias pessoas fazendo tudo pra mim, já estava cansativa, fiquei pensando quando ela viesse pra casa.
Tivemos aula do banho, da mamada, enfim, de tudo que pais de primeira viagem precisariam saber. marcamos o pediatra, e, na quarta feira viemos pra casa.
A rotina em casa, é bem diferente. Mas bem diferente MESMO. Tudo aquilo que eles te ensinam, que você lê durante a gravidez, os seus idealismos, vão por água abaixo.
É um período de adaptação difícil, porque você não conhece ainda seu bebê, não sabe porque ele chora, como é o choro de cada coisa, o que ele está querendo... Fora, o cansaço de uma mudança de rotina abrupta, do dia pra noite, que você sai de noites bem dormidas, para noites picadas de 3 em 3 horas ( quando dá sorte do nenên ter essa regularidade) ou até mesmo noites inteiras sem dormir.
Eu tenho a sorte grande, mas grande mesmo, do Fabio ser um parceiraço. Está sendo um marido e pai que, juro, nem nos meus sonhos, esperava que ele fosse. Ele faz questão de dar o banho, me ajuda nas fraldas, nos arrotos,e, mesmo já tendo voltado ao trabalho, acorda de madrugada pra ver se está tudo bem e me ajuda quando eu peço. Enfim, graças a Deus, tenho o sentimento de que não estou sozinha nessa. Além dele, minha mãe está aqui. E nada melhor do que o apoio delas, pra gente se sentir um pouco menos perdida nessa "aventura" que é ter um filho.
Esses dois últimos dias foram os mais difíceis. Ficamos perdidos no choro, na hora das mamadas, cada um fala uma coisa, tínhamos nossos principios de "disciplina" antes dela nascer que gostariamos de aplicar, mas percebemos que, pelo menos neste inicio, a coisa caminha meio na tentativa e erro.
Ontem, depois de 2 dias sem dormir, na mamada da madrugada, estava extremamente irritada, chorei, mas depois do "desabafo" eu pedi desculpas a ela. Sei que não é culpa dela, afinal, ela só tem 12 dias e ainda era pra estar dentro da minha barriga. É que a exaustão realmente tomou conta, e parecia que eu já estava com ela há mais de 1 mês em casa.
Aos poucos, vamos nos adaptando à nova rotina. Ela é uma linda, graças a Deus não teve cólicas, e já sabemos que ela só chora de fome ou quando faz cocô.Rs.
Uma coisa que estou tentando fazer, é, no meio dessa confusão toda, ter o tempo para nós dois: eu e o Fabio. nem que seja o passeio de 15 minutos com o cachorro entre uma mamada e outra, ou acordar junto com ele e tomarmos café juntos, porque, essses dias, tanto eu quanto ele, quando batemos na cama, é um sono só. Não pode deixar o casamento de lado. Sabemos que é uma fase, que estamos juntos nessa, mas temos que preservar nossos momentos sozinhos, por menores que eles tenham se tornado agora, para falar de outras coisas, que não fralda, "mama" e cocô.
O negócio mesmo é que, não vão existir só noites boas e temos que aprender a nos adaptar a isso. Não adianta criar expectativas em cima de uma pessoinha de dias, que nem sabe direito o que está fazendo aqui. Não significa viver em função dela, temos sim que criar hábitos , estabelecer um padrão, bebês precisam da rotina, mas tem que ser com calma. Não é do dia pra noite que ela vai aprender. Nem nós. É um aprendizado contínuo e bilateral. Tenho certeza que ela vai aprender muito com a gente, mas nós, já estamos aprendendo demais com ela.
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Sem tempo pra nada....
Cansei de tentar contar carneirinhos e ficar que nem uma coruja de olho arregalado no escuro!
Aqui estou eu, 3:34 da manhã,com uma insônia doida, com a cabeça a mil, pensando que tenho 5 meses pela frente, pra fazer um monte de coisas que ainda nem sequer comecei...
Sabe quando você vai sair de férias e trabalha que nem uma maluca pra compensar os dias que vai ficar fora? Pois é bem isso que está acontecendo comigo... Saindo de casa às 7, voltando às 20, quebrada, sem tempo de procurar uma pessoa pra me substituir durante os 4 meses que vou ficar afastada, sem tempo de ver as coisas do quarto da nenên, de procurar um pintor, de pensar numa decoração,enfim, de curtir SÓ um pouquinho minha gravidez!
Vou confessar que nunca fui muito planejada e organizada, mas em relação ao quarto da Duda e às coisas dela, estou meio""ansiosa". Tem que pintar o quarto, escolher uma decoração legal, móveis, enxoval - grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr É MUITA COISA!!!!!
Já comprei umas 5 revistas de decoração de quarto, não quero nada muito rococó, mas cada hora você vê uma coisa mais bonitinha que a outra, muda de idéia, e aí volta a estaca zero...
O fato de não estar achando uma pessoa pra me substituir durante a "licença", também está me deixando muuuito apreensiva. Cheguei à conclusão, que sim, sou muito "ciumenta" com meus pacientes e daí fico queendo escolher a pessoa mais parecida comigo possível, que os trate como eu trato, que faça o trabalho com o mesmo carinho e dedicação... E aí é que mora o problema: ô coisa mais difícil achar alguém assim rs. Acho que só mesmo chamando o Dr. Albieri ( O Clone), pra fazer umas cópias e deixar lá na Clínica durante este tempo.
Juro que na próxima encarnação, não vou escolher ser profissional liberal, porque , sim, tem suas vantagens, mas numa hora como essas,é duro demais....
terça-feira, 3 de agosto de 2010
ACABOU O PRIMEIRO TRIMESTRE!!!!
Gente, como passa rápido! Parece que foi ontem o susto de ver aqueles dois risquinhos no teste de farmácia!
Dizem que essa fase que começa agora, é a melhor da gravidez, porque diminuem consideravelmente todos aqueles sintomas chatos e a barriga ainda não está pesando. A minha, na verdade, pouco aparece ainda.
A felicidade de passar das 12 semanas é enorme, porque o risco de aborto diminue consiravelmente e parece que a gente volta a se sentir "normal". O sono já não é tão grande, a azia sumiu, enjôo nem sinal, enfim, a única coisa que ando sentindo muito, mas isso não é nenhuma novidade, é fome. Mas muuuuuuuuuuuuuuuita fome. E se fosse fome de salada, ainda vai! rs mas é uma fome só de coisas gostosas e que engordam demais! rs
Desencanei de ficar subindo na balança todo dia. Sei que não posso "apavorar" e engoradar um monte, mas estou procurando comer direitinho e sem exageros.
Fazendo um balanço do meu primeiro trimestre, eu vejo que não posso reclamar de absolutamente nada, apesar de ter reclamado muito! rs.
Enjôo foi quase nulo, continuei correndo, fazendo musculação e nadando, o sono não foi tão grande assim - totalmente administrável - e a única coisa que realmente me incomodava que era azia, passou.
As emoções parece que estão mais controladas. Claro que ainda tenho uns ataques inexplicáveis de choro por qualquer coisa, mas aquele mau-humor que estava me perseguindo e que não era meu, parece que deu um tempo.
Sem dúvida, a maior emoção do primeiro trimestre foi ouvir pela primeira vez o coração da nenê batendo! Sem explicação! E vê-la no morfológico, perfeitinha, dando "tchauzinho", balançando as perninhas pra lá e pra cá, foi maravilhoso também!
Agora, acho que posso dizer que estou na fase da lua-de-mel com a gravidez. Rs.
Dizem que essa fase que começa agora, é a melhor da gravidez, porque diminuem consideravelmente todos aqueles sintomas chatos e a barriga ainda não está pesando. A minha, na verdade, pouco aparece ainda.
A felicidade de passar das 12 semanas é enorme, porque o risco de aborto diminue consiravelmente e parece que a gente volta a se sentir "normal". O sono já não é tão grande, a azia sumiu, enjôo nem sinal, enfim, a única coisa que ando sentindo muito, mas isso não é nenhuma novidade, é fome. Mas muuuuuuuuuuuuuuuita fome. E se fosse fome de salada, ainda vai! rs mas é uma fome só de coisas gostosas e que engordam demais! rs
Desencanei de ficar subindo na balança todo dia. Sei que não posso "apavorar" e engoradar um monte, mas estou procurando comer direitinho e sem exageros.
Fazendo um balanço do meu primeiro trimestre, eu vejo que não posso reclamar de absolutamente nada, apesar de ter reclamado muito! rs.
Enjôo foi quase nulo, continuei correndo, fazendo musculação e nadando, o sono não foi tão grande assim - totalmente administrável - e a única coisa que realmente me incomodava que era azia, passou.
As emoções parece que estão mais controladas. Claro que ainda tenho uns ataques inexplicáveis de choro por qualquer coisa, mas aquele mau-humor que estava me perseguindo e que não era meu, parece que deu um tempo.
Sem dúvida, a maior emoção do primeiro trimestre foi ouvir pela primeira vez o coração da nenê batendo! Sem explicação! E vê-la no morfológico, perfeitinha, dando "tchauzinho", balançando as perninhas pra lá e pra cá, foi maravilhoso também!
Agora, acho que posso dizer que estou na fase da lua-de-mel com a gravidez. Rs.
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