Depois do meu desabafo de ontem - rsrsrsrs- resolvemos aqui em casa, fazer de todos os domingos, o "dia da endorfina de Debs", Necessário, imprescidível, eu diria! Para o meu bom humor, para diminuir a irritação, o cansaço e para o bem das relações em geral! kkkkkk
Durante a semana, estou passeando com a Duda de carrinho, então, uma caminhadinha mais vigorosa já dá um gás. Vamos ver se a partir desta semana, consigo ir ao Ibira para andar com ela. E o Fabio me "deu" o domingo de presente. Como ele não está correndo, combinamos que domingo vamos cedinho pra parque,ela anda com a pequena, e eu troto.
Ontem, no auge do desespero, mandei um e-mail pro meu GO. O que ele me respondeu foi: você pode trotar, de leve, no máximo 6 km, para não comprometer sua produção de leite, e sempre se hidratando muito bem.
Diante disso, hoje cedo, montamos a operação de guerra. Rs. Tudo tem que ser cronometrado por causa do horário da mamada. Então, levantei às 6 para dar o "café-da-manhã" da pituca.Tinha tirado leite ontem, então, depois da mamada, tomamos café, dei na mamadeira mais uns 90ml de leite meu, pra garantir que ela não teria nenhum surto "psicótico" com o Fabio no meio do Ibira, pegamos a tralha toda, o cão e lá fomos nós!
O dia hoje estava especialmente lindo! Céu azul,solzinho, parque cheio já às 8 da manhã. Quando chegamos no parque, arrumamos a Duda no carrinho, cão na coleira, o Fabio foi caminhando com os dois e eu fui pro meu trotinho.
Esses dias atrás, a Liana, uma amiga minha que também teve bebê, voltou a treinar e me disse que tinha até chorado. Dei risada, mas, acreditem, aconteceu o mesmo comigo. Quando comecei a trotar, meu ritmo sossegado de 5'45"/km, batimento elevando, corpo esquentando, respirando um pouquinho de "liberdade", ouvindo um house no ipod ( e olha que não gosto de correr com ipod, mas hoje era necessário!), meus olhos se encheram de lágrima! Como eu sou movida a endorfina! Meu Deus!
Resultado: trote de 6km, uma outra mulher, mais bem humorada, mais paciente, com outro gás pra levar o dia com a pequena.
Hoje faz cinco anos que estou com o Fabio. E disse pra ele: o maior presente que ele poderia ter me dado foram esses domingos. Essas poucas horas,que pra mim, fazem uma tremenda diferença!
Repito aqui o que escrevi para ele hoje cedo no facebook:
"Hoje faz exatos 5 anos que estou com o homem da minha vida. Nesse tempo,nós tivemos tanta coisa juntos, que fica ate dificil enumerar. Descobri um cara maravilhoso,parceiro,que cuida,por tras de um "muro" que achei que não ia conseguir passar. Foram tantas viagens,baladas, corridas, brigas - pq não?!-,risadas,choros,bebedeiras, "re-apaixonando" varias vezes ao longo desse tempo - pq esse e o segredo de uma relacao duradoura-, que tenho hoje nele,alem de meu marido, meu melhor amigo,meu companheiro,meu amante e pai da coisa preciosa que pudemos ter: a Duda. Obrigada bebeh por fazer parte da minha vida! Love u!"
Como ele mesmo diz pra mim: às vezes é bom você falar o que quer,o que te incomoda. Ninguém,por mais que te conheça, tem uma bola de cristal. Ele não podia "adivinhar" simplesmente a minha angústia. Foi eu por pra fora, que um gesto tão simples, atenuou o problema. Não é tão difícil,não é?!
Estou parecendo criança que ganhou doce pela primeira vez!
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domingo, 20 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
ROTINA...O POST DO DESABAFO...
Há dez dias mais ou menos, li no blog da querida Yara Achôa um post muito bem colocado e escrito sobre como a mudança da rotina a que estamos acostumados afeta nossas vidas.
Antes da Duda nascer, minha rotina era de uma pessoa casada, porém,cujo marido compartilha dos mesmos interesses: academia, corrida, malhamos com o mesmo personal, baladas. Todo mundo me dizia qe com a chegada da Duda as coisas iam ficar muito diferentes. Vou confessar a vocês que, durante alguns meses da gravidez, chegamos a ensaiar fazer uma planilha de quem ia fazer o que e em que dia, pra que tudo se encaixasse perfeitamente. Tanto nos horários de treinos, que no começo não poderíamos fazer mais juntos, como nos de trabalho, visto que trabalho muito longe de casa e dois dias na semana atendo até mais tarde, chegando em casa quase sempre depois das 21h. A academia que malhamos, tem um espaço kids, que carinhosamente chamamos de "chiqueirinho", onde as crianças podem ficar a partir dos 3 meses, por um periodo de até duas horas por dia.
Tudo meio que combinado e a Duda nasceu. Obviamente eu sabia que a rotina ia mudar, mas confesso que acho que não estava muito preparada para isso. Eu sou LITERALMENTE movida a endorfina. Sou extremamente agitada, ansiosa, e descarrego tudo isso nos esportes. Pelo fato de ter feito cesárea, sabia que teria que cumprir a quarentena, mas tinha uma certeza absoluta que depois disso, poderia tentar voltar a uma rotina de esportes que me ajudasse a não "surtar".
Mas aí vem o primeiro ponto: mamadas. São a cada 3 horas. Cada uma dura de 35 a 40 minutos. Depois você troca a fralda, põe numa cadeirinha,mas nem sempre, sua filha vai querer dormir.Rs. Ela já está numa fase que quer "conversar", quer atenção, se irrita se você a deixa sozinha. Ou seja, demanda um tempo muito maior que os 60 minutos que você contou no relógio, e, definitivamente, você não vai conseguir sair pra dar uma caminhadinha ou uma corridinha.
Um dia você vai, no outro não. Num dia ela chora, no outro também. Segunda coisa: enquanto isso, a rotina das pessoas à sua volta não muda. Por mais que o marido seja companheiro, como o meu , é a sua rotina, mãe, que vai virar de pernas pro ar. É a falta de tempo pra caminhar, pra fazer a unha, pra ir a um médico, às vezes até para tomar banho que é afetada. São as pequenas coisas que você estava acostumada a fazer, naquele dia,naquele horário, e que, de repente, não há mais espaço para elas.
Sei que é uma fase, que vai passar, como todo mundo que tem filho me diz. mas, para alguém que estava acostumada com a vida tão regradinha como a minha, não tem sido fácil.
E pra você que ainda não foi mãe, como diz uma amiga minha: "Não se iluda. Isso vai acontecer com você também.". Você vai se irritar, vai chorar, vai se sentir exausta, vai ter a sensação de que as coisas não vão melhorar, mas vão.
Olhando para 1 mês atrás, que foi quando a Duda nasceu, ela não dormia mais de 3 horas seguidas. Hoje, ela já dorme 4h, as vezes 4 1/2h. Hoje, as mamadas já são num tempo menor, o que me dá uns 20 minutinhos a mais de sono a noite. Hoje, ela tem as cólicas. mas graças a Deus, tem sido durante o dia. Claro, demanda uma atenção maior, não posso dormir quando ela dorme (porque ela não dorme rs) , mas também sei que,com 3 meses, tudo isso vai melhorar.
Enfim, diante de tudo isso, faço das palavras da Yara no post dela, as minhas: "...vejo como é muito fácil deixar a rotina engolir a vida.". O negócio é saber que isso é uma fase, e que, daqui a pouco, poderei fazer minha planilha de "revezamento" com o Fabio para voltar a treinar, ir a manicure, fazer as coisas triviais.
Ser mãe é uma doação em todos os sentidos. É maravilhoso. E quando choro, me irrito, olho pro rostinho da minha filha e sinto que tenho que aproveitar cada minutinho deste "cansaço", porque vou ter saudades das caretinhas que ela faz, dos biquinhos na hora de mamar... Optamos por não ter babá justamente porque eu queria aproveitar cada segundo ao lado dela, mesmo sabendo que esta poderia ser uma tarefa mais que desgastante. Hoje, sei reconhecer cada choro, cada careta, cada "espremida", cada gritinho que ela dá. E, sinceramente, isso não tem preço.
Antes da Duda nascer, minha rotina era de uma pessoa casada, porém,cujo marido compartilha dos mesmos interesses: academia, corrida, malhamos com o mesmo personal, baladas. Todo mundo me dizia qe com a chegada da Duda as coisas iam ficar muito diferentes. Vou confessar a vocês que, durante alguns meses da gravidez, chegamos a ensaiar fazer uma planilha de quem ia fazer o que e em que dia, pra que tudo se encaixasse perfeitamente. Tanto nos horários de treinos, que no começo não poderíamos fazer mais juntos, como nos de trabalho, visto que trabalho muito longe de casa e dois dias na semana atendo até mais tarde, chegando em casa quase sempre depois das 21h. A academia que malhamos, tem um espaço kids, que carinhosamente chamamos de "chiqueirinho", onde as crianças podem ficar a partir dos 3 meses, por um periodo de até duas horas por dia.
Tudo meio que combinado e a Duda nasceu. Obviamente eu sabia que a rotina ia mudar, mas confesso que acho que não estava muito preparada para isso. Eu sou LITERALMENTE movida a endorfina. Sou extremamente agitada, ansiosa, e descarrego tudo isso nos esportes. Pelo fato de ter feito cesárea, sabia que teria que cumprir a quarentena, mas tinha uma certeza absoluta que depois disso, poderia tentar voltar a uma rotina de esportes que me ajudasse a não "surtar".
Mas aí vem o primeiro ponto: mamadas. São a cada 3 horas. Cada uma dura de 35 a 40 minutos. Depois você troca a fralda, põe numa cadeirinha,mas nem sempre, sua filha vai querer dormir.Rs. Ela já está numa fase que quer "conversar", quer atenção, se irrita se você a deixa sozinha. Ou seja, demanda um tempo muito maior que os 60 minutos que você contou no relógio, e, definitivamente, você não vai conseguir sair pra dar uma caminhadinha ou uma corridinha.
Um dia você vai, no outro não. Num dia ela chora, no outro também. Segunda coisa: enquanto isso, a rotina das pessoas à sua volta não muda. Por mais que o marido seja companheiro, como o meu , é a sua rotina, mãe, que vai virar de pernas pro ar. É a falta de tempo pra caminhar, pra fazer a unha, pra ir a um médico, às vezes até para tomar banho que é afetada. São as pequenas coisas que você estava acostumada a fazer, naquele dia,naquele horário, e que, de repente, não há mais espaço para elas.
Sei que é uma fase, que vai passar, como todo mundo que tem filho me diz. mas, para alguém que estava acostumada com a vida tão regradinha como a minha, não tem sido fácil.
E pra você que ainda não foi mãe, como diz uma amiga minha: "Não se iluda. Isso vai acontecer com você também.". Você vai se irritar, vai chorar, vai se sentir exausta, vai ter a sensação de que as coisas não vão melhorar, mas vão.
Olhando para 1 mês atrás, que foi quando a Duda nasceu, ela não dormia mais de 3 horas seguidas. Hoje, ela já dorme 4h, as vezes 4 1/2h. Hoje, as mamadas já são num tempo menor, o que me dá uns 20 minutinhos a mais de sono a noite. Hoje, ela tem as cólicas. mas graças a Deus, tem sido durante o dia. Claro, demanda uma atenção maior, não posso dormir quando ela dorme (porque ela não dorme rs) , mas também sei que,com 3 meses, tudo isso vai melhorar.
Enfim, diante de tudo isso, faço das palavras da Yara no post dela, as minhas: "...vejo como é muito fácil deixar a rotina engolir a vida.". O negócio é saber que isso é uma fase, e que, daqui a pouco, poderei fazer minha planilha de "revezamento" com o Fabio para voltar a treinar, ir a manicure, fazer as coisas triviais.
Ser mãe é uma doação em todos os sentidos. É maravilhoso. E quando choro, me irrito, olho pro rostinho da minha filha e sinto que tenho que aproveitar cada minutinho deste "cansaço", porque vou ter saudades das caretinhas que ela faz, dos biquinhos na hora de mamar... Optamos por não ter babá justamente porque eu queria aproveitar cada segundo ao lado dela, mesmo sabendo que esta poderia ser uma tarefa mais que desgastante. Hoje, sei reconhecer cada choro, cada careta, cada "espremida", cada gritinho que ela dá. E, sinceramente, isso não tem preço.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
RESUMO DOS PRIMEIROS 12 DIAS DE VIDA DA DUDA...
Gente, é uma coisa de outro mundo!
Cada dia é uma surpresa, uma nova "aventura".
Os primeiros dias da Duda, que foram no hospital, foram relativamente tranquilos. Apesar dela ter nascido prematura, só ficou a noite do nasccimento na UTI Neonatal e no outro dia já estava no quarto. Nossas famílias só chegaram na terça, então, de domingo a terça de manhã, foi uma correria, porque o fabio, alem de ficar com a gente no hospital, tinha que vir pra casa pra passear com o cachorro e ajeitar tudo por aqui.
O domingo lá no hospital foi super movimentado, recebemos varias visitas, e, como estava com medicação intra-venosa, estava ótima,sem sentir dor da cesárea.
A primeira mamada dela, infelizmente foi na mamadeira, com NAN, pois ela estava na UTI. Logo que foi pro quarto, as enfermeiras já colocaram ela no peito, mas, como ela era muito pequena, estava com dificuldades de sucção direto no bico. Engraçado, que, na minha cabeça, para amamentar, bastava ter o peito, o leite e o nenên.kkkkkkkkkkkkkkk. Mas não é bem assim.Rs.
Me deram a opção de um bico de silicone, pelo menos até ela se acostumar, e daí a idéia era tirar aos poucos. Eu, como dentista, fiquei super receosa de usar o bico de silicone, mas, como ela tinha que mamar por causa do peso, deixei os "idealismos odontológicos" de lado e o bico virou parte de mim. Rs.
A primeira noite com a gente foi tranquila, ela dormiu no berçário e as enfermeiras a traziam a cada 3 horas para mamar. Ela não chorava, só mamava e dormia. A tarde, o medico veio conversar conosco, que ela teria que ficar no banho de luz, pois estava com icterícia. Claro que abri o bocão a chorar,mas ele explicou que crianças prematuras normalmente tem que passar por isso.
Ela ficou somente 15 horas no banho de luz, e, nestas horas eu tinha que ir ate o berçário para amamentar.
Essa rotina, com várias pessoas fazendo tudo pra mim, já estava cansativa, fiquei pensando quando ela viesse pra casa.
Tivemos aula do banho, da mamada, enfim, de tudo que pais de primeira viagem precisariam saber. marcamos o pediatra, e, na quarta feira viemos pra casa.
A rotina em casa, é bem diferente. Mas bem diferente MESMO. Tudo aquilo que eles te ensinam, que você lê durante a gravidez, os seus idealismos, vão por água abaixo.
É um período de adaptação difícil, porque você não conhece ainda seu bebê, não sabe porque ele chora, como é o choro de cada coisa, o que ele está querendo... Fora, o cansaço de uma mudança de rotina abrupta, do dia pra noite, que você sai de noites bem dormidas, para noites picadas de 3 em 3 horas ( quando dá sorte do nenên ter essa regularidade) ou até mesmo noites inteiras sem dormir.
Eu tenho a sorte grande, mas grande mesmo, do Fabio ser um parceiraço. Está sendo um marido e pai que, juro, nem nos meus sonhos, esperava que ele fosse. Ele faz questão de dar o banho, me ajuda nas fraldas, nos arrotos,e, mesmo já tendo voltado ao trabalho, acorda de madrugada pra ver se está tudo bem e me ajuda quando eu peço. Enfim, graças a Deus, tenho o sentimento de que não estou sozinha nessa. Além dele, minha mãe está aqui. E nada melhor do que o apoio delas, pra gente se sentir um pouco menos perdida nessa "aventura" que é ter um filho.
Esses dois últimos dias foram os mais difíceis. Ficamos perdidos no choro, na hora das mamadas, cada um fala uma coisa, tínhamos nossos principios de "disciplina" antes dela nascer que gostariamos de aplicar, mas percebemos que, pelo menos neste inicio, a coisa caminha meio na tentativa e erro.
Ontem, depois de 2 dias sem dormir, na mamada da madrugada, estava extremamente irritada, chorei, mas depois do "desabafo" eu pedi desculpas a ela. Sei que não é culpa dela, afinal, ela só tem 12 dias e ainda era pra estar dentro da minha barriga. É que a exaustão realmente tomou conta, e parecia que eu já estava com ela há mais de 1 mês em casa.
Aos poucos, vamos nos adaptando à nova rotina. Ela é uma linda, graças a Deus não teve cólicas, e já sabemos que ela só chora de fome ou quando faz cocô.Rs.
Uma coisa que estou tentando fazer, é, no meio dessa confusão toda, ter o tempo para nós dois: eu e o Fabio. nem que seja o passeio de 15 minutos com o cachorro entre uma mamada e outra, ou acordar junto com ele e tomarmos café juntos, porque, essses dias, tanto eu quanto ele, quando batemos na cama, é um sono só. Não pode deixar o casamento de lado. Sabemos que é uma fase, que estamos juntos nessa, mas temos que preservar nossos momentos sozinhos, por menores que eles tenham se tornado agora, para falar de outras coisas, que não fralda, "mama" e cocô.
O negócio mesmo é que, não vão existir só noites boas e temos que aprender a nos adaptar a isso. Não adianta criar expectativas em cima de uma pessoinha de dias, que nem sabe direito o que está fazendo aqui. Não significa viver em função dela, temos sim que criar hábitos , estabelecer um padrão, bebês precisam da rotina, mas tem que ser com calma. Não é do dia pra noite que ela vai aprender. Nem nós. É um aprendizado contínuo e bilateral. Tenho certeza que ela vai aprender muito com a gente, mas nós, já estamos aprendendo demais com ela.
Cada dia é uma surpresa, uma nova "aventura".
Os primeiros dias da Duda, que foram no hospital, foram relativamente tranquilos. Apesar dela ter nascido prematura, só ficou a noite do nasccimento na UTI Neonatal e no outro dia já estava no quarto. Nossas famílias só chegaram na terça, então, de domingo a terça de manhã, foi uma correria, porque o fabio, alem de ficar com a gente no hospital, tinha que vir pra casa pra passear com o cachorro e ajeitar tudo por aqui.
O domingo lá no hospital foi super movimentado, recebemos varias visitas, e, como estava com medicação intra-venosa, estava ótima,sem sentir dor da cesárea.
A primeira mamada dela, infelizmente foi na mamadeira, com NAN, pois ela estava na UTI. Logo que foi pro quarto, as enfermeiras já colocaram ela no peito, mas, como ela era muito pequena, estava com dificuldades de sucção direto no bico. Engraçado, que, na minha cabeça, para amamentar, bastava ter o peito, o leite e o nenên.kkkkkkkkkkkkkkk. Mas não é bem assim.Rs.
Me deram a opção de um bico de silicone, pelo menos até ela se acostumar, e daí a idéia era tirar aos poucos. Eu, como dentista, fiquei super receosa de usar o bico de silicone, mas, como ela tinha que mamar por causa do peso, deixei os "idealismos odontológicos" de lado e o bico virou parte de mim. Rs.
A primeira noite com a gente foi tranquila, ela dormiu no berçário e as enfermeiras a traziam a cada 3 horas para mamar. Ela não chorava, só mamava e dormia. A tarde, o medico veio conversar conosco, que ela teria que ficar no banho de luz, pois estava com icterícia. Claro que abri o bocão a chorar,mas ele explicou que crianças prematuras normalmente tem que passar por isso.
Ela ficou somente 15 horas no banho de luz, e, nestas horas eu tinha que ir ate o berçário para amamentar.
Essa rotina, com várias pessoas fazendo tudo pra mim, já estava cansativa, fiquei pensando quando ela viesse pra casa.
Tivemos aula do banho, da mamada, enfim, de tudo que pais de primeira viagem precisariam saber. marcamos o pediatra, e, na quarta feira viemos pra casa.
A rotina em casa, é bem diferente. Mas bem diferente MESMO. Tudo aquilo que eles te ensinam, que você lê durante a gravidez, os seus idealismos, vão por água abaixo.
É um período de adaptação difícil, porque você não conhece ainda seu bebê, não sabe porque ele chora, como é o choro de cada coisa, o que ele está querendo... Fora, o cansaço de uma mudança de rotina abrupta, do dia pra noite, que você sai de noites bem dormidas, para noites picadas de 3 em 3 horas ( quando dá sorte do nenên ter essa regularidade) ou até mesmo noites inteiras sem dormir.
Eu tenho a sorte grande, mas grande mesmo, do Fabio ser um parceiraço. Está sendo um marido e pai que, juro, nem nos meus sonhos, esperava que ele fosse. Ele faz questão de dar o banho, me ajuda nas fraldas, nos arrotos,e, mesmo já tendo voltado ao trabalho, acorda de madrugada pra ver se está tudo bem e me ajuda quando eu peço. Enfim, graças a Deus, tenho o sentimento de que não estou sozinha nessa. Além dele, minha mãe está aqui. E nada melhor do que o apoio delas, pra gente se sentir um pouco menos perdida nessa "aventura" que é ter um filho.
Esses dois últimos dias foram os mais difíceis. Ficamos perdidos no choro, na hora das mamadas, cada um fala uma coisa, tínhamos nossos principios de "disciplina" antes dela nascer que gostariamos de aplicar, mas percebemos que, pelo menos neste inicio, a coisa caminha meio na tentativa e erro.
Ontem, depois de 2 dias sem dormir, na mamada da madrugada, estava extremamente irritada, chorei, mas depois do "desabafo" eu pedi desculpas a ela. Sei que não é culpa dela, afinal, ela só tem 12 dias e ainda era pra estar dentro da minha barriga. É que a exaustão realmente tomou conta, e parecia que eu já estava com ela há mais de 1 mês em casa.
Aos poucos, vamos nos adaptando à nova rotina. Ela é uma linda, graças a Deus não teve cólicas, e já sabemos que ela só chora de fome ou quando faz cocô.Rs.
Uma coisa que estou tentando fazer, é, no meio dessa confusão toda, ter o tempo para nós dois: eu e o Fabio. nem que seja o passeio de 15 minutos com o cachorro entre uma mamada e outra, ou acordar junto com ele e tomarmos café juntos, porque, essses dias, tanto eu quanto ele, quando batemos na cama, é um sono só. Não pode deixar o casamento de lado. Sabemos que é uma fase, que estamos juntos nessa, mas temos que preservar nossos momentos sozinhos, por menores que eles tenham se tornado agora, para falar de outras coisas, que não fralda, "mama" e cocô.
O negócio mesmo é que, não vão existir só noites boas e temos que aprender a nos adaptar a isso. Não adianta criar expectativas em cima de uma pessoinha de dias, que nem sabe direito o que está fazendo aqui. Não significa viver em função dela, temos sim que criar hábitos , estabelecer um padrão, bebês precisam da rotina, mas tem que ser com calma. Não é do dia pra noite que ela vai aprender. Nem nós. É um aprendizado contínuo e bilateral. Tenho certeza que ela vai aprender muito com a gente, mas nós, já estamos aprendendo demais com ela.
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