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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

"Um tapa na cara"...

Mês passado, tive um dia para fazer o bem. Mas foi dia também, de parar pra pensar em muitas coisas.

Existe uma ONG, a MAKE A WISH , que realiza sonhos de crianças que têm suas vidas ameaçadas por doenças graves. E essa semana, através do grupo 4MOM'S , do Espaço Vila da Arte, entre muitos outros voluntários, foi a vez de realizar o sonho da Talita. Ela teve câncer nos rins, agora está bem, passando por acompanhamento, mas nunca tinha tido uma festa de aniversário. Esse era o sonho dela.

Foi uma movimentação grande, mas em uma semana, foi conseguido tudo que era necessário para fazer da festa dela um dia insquecível!

A movimentação já começou na terça, quando as meninas que iam arrumar a decoração e a mesa foram para lá. Na quarta, chegamos mais cedo, pra que a Julia e a Carol (as donas do buffet) pudessem nos das as instruções, pois todos os convidados chegariam num ônibus fretado às 15h. E a Talita só depois, pois resolveram fazer a festa surpresa para ela.

Gente, não dá pra descrever a emoção dela quando entrou no Espaço e viu todos os amigos (detalhe: do hospital), a família, e aquele sonho de festa. Ela queria a festa do Carrossel e teve muito mais que isso, porque até as princesas apareceram por lá!

Não precisa falar mais nada depois dessa foto, né?!

Nós, do grupo das Mom's, fomos voluntárias como garçonetes e monitoras. E aí, é que vem o tapa na cara.

A educação, não só das crianças, como dos pais delas, foi uma coisa que me deixou boquiaberta. A cada salgado ou bebida servidos, um "Muito Obrigada", a cada pedido, um "Por favor", os próprios pais controlando para que os filhos não "abusassem" na correria, na vontade de brincar e se divertir.

Desde que a Duda nasceu, nós começamos a frequentar esse mundo de festas infantis, e o que reparamos, na maioria das vezes, são crianças totalmente sem controle, fazem o que querem, não compartilham, agem como se o mundo fosse acabar ali. E engraçado, né? As crianças que têm doenças graves, que põem suas vidas em risco de alguma forma, não agem assim, e teriam, em tese, todos os motivos para tal...Eu digo, para agir como se o mundo fosse acabar amanhã.

Mas não foi o que aconteceu. Antes do "Parabéns pra você" fizeram uma restrospectiva em fotos e depois os Parabéns. Que feio o que vou dizer, mas foi o que todos esperaram: "a mesa de doces vai ser destruída em 4 minutos". Pois é. Parabéns, é pique é pique, chama o nome dela e nada das crianças e dos adultos que às vezes são piores que crianças , atacarem a mesa.


A mesa de doces depois de uns 10 minutos que ja tinham cantado o parabéns...

Depois de uns 15 minutos, a mãe da Talita veio nos perguntar se eles podiam pegar os doces na mesa (ééé!). Dissemos que sim, que aquilo tinha sido feito para eles. Ela então disse: "Acho que seria melhor vocês contarem o número de crianças e dividirem entre elas. Pra evitar confusão...". Explicamos a ela que não, que eles poderiam pegar. Ela então, organizou uma fila das crianças, que CALMAMENTE foram pegando os doces... Juro que fiquei chocada.


A mesa no final da festa...

Engraçado que a boa educação deveria ser o normal, né... Não uma coisa que ficamos boquiabertos quando acontece. Enfim, essa festa foi uma lição acho que para todas as Mom's que foram voluntárias,viu...

E no fim, o mais emocionante. A Talita disse pra Julia: "Tia, não queria que esse dia acabasse nunca mais!".

Nota: Tudo o que vocês viram aqui foi doado. 

A mesa

Carrossel

O bolo


A mesa

Decoração


As Mom's voluntárias


Cupcakes mara!

Bisnaguinhas de brigss


Briagadeiros Gourmet



Lembrancinhas

Lembrancinhas

Lembrancinhas

E mais lembrancinhas...


Mom's e Talita


Felicidade

Parabéns


E por que não uma foto com as princesas? rs








terça-feira, 25 de outubro de 2011

Vendo coisas e pensando....

Minha filha, este post é para você. Estava aqui trabalhando, mas dei uma paradinha, porque precisava deixar isso registrado para você ler um dia.

Ontem, lá no trabalho da mamãe, aconteceu uma coisa muito chata. Aliás, não foi ontem. Já acontecia há algum tempo, mas repete-se tanto, que ontem, voltando para casa, fiquei pensando que algumas coisas vem da educação que recebemos em casa.

Acho que tem coisas que vem desde pequenininha. Quando a mamãe era criança, Vovó Vera nunca deixava que ela faltasse às aulas porque estava chovendo ou porque estava frio. Aliás, era difícil mamãe não ir à escola. Só se estivesse muito doente mesmo. E isso ficou na minha cabeça, e graças a Deus, eu trouxe pra minha vida. Desde que me formei, sempre trabalhei muito tempo nas clinicas e faltei quase nada. Conto nos dedos as vezes que fiz isso.

Mas sabe minha filha, vejo que nem todas as pessoas são assim. Ou melhor, muito poucos agem desta forma.

Quero poder te ensinar o que é comprometimento, pontualidade, responsabilidade. Te mostrar o que é trabalhar em equipe - afinal, a família já é uma - e que, falar a verdade, é sempre a melhor pedida. Não que sua mãe seja a rainha da perfeição, nunca tenha mentido, mas a vida nos mostra que dizer a verdade sempre vai nos levar pelo melhor caminho. Quero poder te mostrar como separar os problemas da sua vida pessoal da profissional. Quando sabemos fazer isso, nos tornamos profissionais e pessoas muito melhores.

Não quero ser uma mãe, como algumas, que acobertam atitudes erradas dos filhos. Quer mentir? Ok, mas não me leve junto. Quer faltar ao trabalho porque está com preguiça? Ok, mas não me peça para te encobrir.

Você vai aprender que, quando estiver na escola, é mamãe que vai ligar para a coordenadora, avisando que você não vai porque está doente; mas, quando for uma ADULTA e estiver trabalhando, não é mais a mamãe que vai  fazer isto por você.

Vai aprender que quando se trabalha em grupo, um depende do outro. Não adianta um ou dois se esforçarem e os outros não fazerem nada. E, infelizmente, ou, felizmente, trabalhar em equipe é o jeito mais fácil de crescermos como pessoa, seja na escola, no trabalho, ou num grupo de amigos.

Mamãe quer te mostrar também, que ser política, é bem diferente de ser dissimulada. Ser política, é sempre usar de diplomacia com todos em quaisquer situações. Isso vai te ajudar muito, minha filha, em qualquer profissão que você vá seguir, em qualquer ambiente que você vá viver. Ser dissimulada é você ser falsa, mostrar ser uma coisa que você não é, fazer coisas que agradem às pessoas porque isso pode te trazer alguma vantagem, e pelas costas agir de outra forma.

Isso tudo faz parte de crescer, de se tornar independente, de ser uma adulta. Assumir as consequências dos seus atos.

Crescer não é fácil, minha filha. E crescer com um caráter formado, sabendo discernir o certo do errado, o bem do mal, o que pode prejudicar alguém do que não pode, a mentira da verdade, é responsabilidade nossa. Minha e do seu pai.

Educar alguém é uma tarefa muito difícil, mas, graças a Deus, seu pai e eu, temos valores e pensamentos muito parecidos para transmitir pra você.

Te amo

Mamãe.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

CINCO DESEJOS PARA 2011

Recebemos da mamãe Kamila uma brincadeira muito legal. Típica de fim de ano: Listar 5 desejos para 2011 e convidar 5 amigos para participar. O legal é ilustrar com fotos!



Que a Duda venha com muita saúde, seja uma benção nas nossas vidas e nos traga muitas alegrias.





Que eu e o Fábio tenhamos sabedoria o suficiente para sermos bons pais, educá-la, transmitir para ela os princípios de bom caráter e valores essenciais para sua formação.






Que Deus me dê equilíbrio para conciliar meus papéis de mãe, esposa e profissional.





Que a Clínica continue crescendo exatamente da forma como planejamos.




Que eu possa voltar a correr logo e partir para o desafio de uma maratona.


Ofereço a brincadeira a cinco queridas:







terça-feira, 7 de setembro de 2010

O BOSQUE

Ontem, recebi de um amigo, num comentário do meu último post, o link para este texto, que acho que TODOS que são ou pretendem ser pais, deveriam ler. Obrigada Cassio, pelo texto maravilhoso e pelas palavras de carinho.



"Tempos atrás, eu era vizinho de um médico cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava.


Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer. 
Certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava.



Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria. Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima. Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo.

Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes às intempéries. 
Disse-me ainda que freqüentemente dava uma palmadinha nas suas árvores, com um jornal enrolado, e que fazia isso para que se mantivessem sempre acordadas e atentas. Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho. Logo depois, fui morar em outro país e nunca mais o encontrei. 

Vários anos depois, ao retornar do exterior, fui dar uma olhada na minha antiga residência. 
Ao aproximar-me, notei um bosque que não havia antes. Meu antigo vizinho havia realizado seu sonho! O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno. Entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas árvores: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda. Que efeito curioso, pensei eu...
 
As adversidades pela qual aquelas árvores tinham passado, levando palmadelas e tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto o tratamento mais fácil jamais conseguiriam. 
Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus filhos. Debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido. Frequentemente, oro por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis:

"Meu Deus, livre meus filhos de todas as dificuldades e agressões desse mundo"...



Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar minhas orações.
Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam e aos nossos filhos.


Sei que eles encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais.
Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar.
Portanto, pretendo mudar minhas orações.

Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida é não é muito fácil. Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos. 

Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos para longe." 




Autor desconhecido